O transporte em Veneza
Para chegar até o movimentado ponto turístico na costa norte da Itália você usa vários modais, pois a cidade recebe linha férrea e também terrestre, através de ponte com rodovia, além do monotrilho, que liga o continente ao local, inclusive do Aeroporto, no entanto, uma vez lá, os veículos suportados por rodas devem ficar parados em bolsões de estacionamentos na entrada do local.
Por esse motivo, os registros fotográficos de carros antigos ou curiosidades automotivas em Veneza foram em sua maioria substituídos por barcos, gôndolas e outras embarcações. Até encontramos um Renautl 12 SW, mãe da nossa Belina e algumas vespas por lá, mas realmente ofuscado pela beleza dos barcos em madeira naval.
Não preciso dizer que o local é lindo e que vale a pena conhecer, nem que seja por um dia, apesar dos custos de hospedagem, taxas de turismo e alimentação mais caros que outros pontos da Europa e da Itália. Vamos nos ater àquilo que quem entra nesse blog gosta, a história local e os meios de transportes.
O fluxo de gente é enorme, e também o fluxo de embarcações, que operam por canais de água marítima. A cidade é suportado por toras madeiras posicionadas sobre o solo do oceano, por esse motivo, sem ruas para carros e caminhões.
Gôndolas tocadas por homens vestidos de roupas listradas dividem espaço com barcos de todos os tamanhos movidos a gasolina ou a diesel. Quem curte motores consegue identificar através do som, um castanhado dos Scanias, o rugido liso dos Mercedes Benz ou até a música que sai do escape dos motores V8 a gasolina que algumas lanchas carregam em seu coração.
O que mais surpreende é que o trânsito flui perfeitamente bem entre embarcações que levam dezenas de pessoas e gôndolas com 3 tripulantes. Não visualizamos nenhum acidente.
Nos instalamos em uma área nova, bem na entrada da cidade, e para ir até o ponto antigo principal, é necessário usar o Vaporetto, que é um ônibus aquático, ou caminhar cerca de 2 km a pé. A travessia de canais também é comum, com uso de gôndolas para 10 pessoas em locais onde não há pontes.
A maior parte da cidade você consegue se deslocar sem uso dos barcos, mas para chegar à praça São Marcos, você precisa deles.
Enfim, se deleite com as imagens do local que carrega também a história do transporte náutico europeu, e aqui vai a reflexão, tudo o que está construído nesse lugar, foi levado justamente de barcos, desde móveis, objetos e até as pedras, madeiras e peças de construção civil.
Dica de viagem que vale ouro: evite mala grande e pesada, mesmo com rodinhas, a quantidade de pontes, escada e gente te trará desconforto, e muito cuidado pra não deixar nada cair na água, inclusive os telefone ou a bolsa, é realmente impossível de recolhê-los.



